Impressão 3D na saúde: Cuidados essenciais devem ser tomados para esta aplicação

Com a pandemia do novo coronavírus instalada no Brasil, uma atitude que tem se espalhado pela internet, entre pessoas que trabalham com a impressão 3D, é direcionar esta atividade para ajudar o setor da saúde. A impressão 3D na saúde já vinha sendo usada na fabricação de modelos de estudo pré cirúrgicos, medicamentos personalizados, entre outras ações.

Dessa forma, esses entusiastas estão usando essa ferramenta para produzir EPIs para profissionais da saúde, como protetores faciais, máscaras, entre outros equipamentos usados no dia a dia destes trabalhadores.

A ideia consiste em usar um modelo encontrado na internet e ir melhorando, com a ajuda de um médico, para que o equipamento seja seguro e confortável. Deste modo, não haverá interferência na rotina do hospital.

No entanto, grande parte desses EPIs ainda não foram homologados. Por isso, antes de tudo, eles precisam passar por análises técnicas e minuciosas realizadas por profissionais responsáveis, para que os equipamentos possam ser usados. Saiba a seguir os principais cuidados que se deve ter com essa produção.

Impressão 3D na saúde: principais cuidados

Segundo informações da OMS, estamos enfrentando a maior crise sanitária da nossa época provocada pelo novo coronavírus, por isso ela tem servido para a população se unir em um único objetivo, combater o vírus que não respeita limites, sejam eles geográficos, de crença, raça ou condição social.

Por isso, muitos profissionais de todos os setores estão se disponibilizando no combate a COVID-19. As empresas que trabalham com impressoras 3D são um dos destaques desta ação. Usar a impressão 3D no setor da saúde, principalmente na atual situação, é um ótima alternativa.

No entanto, essa ação necessita de muitos cuidados para que seja bem sucedida. Confira a seguir quais são eles.

Temperatura e esterilização

Tudo em um hospital deve ser esterilizado, principalmente na UTI. Geralmente isso é feito sujeitando o objeto a altas temperaturas, em casos mais específicos ele é submetido a um tratamento químico. Esse procedimento é antigo e é feito em hospitais há muitos anos.

Porém, o material mais usado na impressão 3D é o plástico PLA, e ele não é tão resistente às altas temperaturas. Caso você use uma peça de PLA em um hospital, ele pode sofrer grandes danos se for esterilizado.

Os materiais comuns usados na impressão 3D e também não suportam tratamentos químicos. Por isso, apenas alguns materiais de impressão podem ser usados para esse tipo de aplicação.

O ULTEM é um desses materiais, sua temperatura para impressão é de 390° C., entretanto algumas impressoras utilizadas para produzir máscaras possuem de temperatura de 250 °C. Sendo assim, é preciso impressoras que suportem essa temperatura.

Equipamentos pontiagudos

Como sabemos, uma equipe médica é paramentada da cabeça aos pés com roupas para evitar o contato com o vírus. Isso é essencial para prevenir que esses profissionais adoeçam e, caso isso aconteça, a capacidade do hospital acabe comprometida.

Por isso, outro cuidado que você deve ter é quanto ao fornecimento de equipamentos com ponta afiada. Sendo assim, você deve analisar se esse elemento é realmente seguro para que não haja riscos para os profissionais.

Funcionalidade

Uma das necessidades dos hospitais são os ventiladores, que estão sendo de extrema importância para os pacientes com problemas respiratórios. Por isso, uma das sugestões é a criação desse equipamento com peças em 3D, o que parece uma opção razoável.

A alternativa tem se mostrado muito interessante, em alguns projetos, o ventilador pode ser criado para atender entre dois ou mais pacientes ao mesmo tempo.

Por outro lado, esse fluxo de ar requer atenção redobrada já que as peças produzidos com a tecnologia de impressão 3D FDM possuem acabamento de superfície porosa, que pode interferir no fluxo de ar.

Então, apenas peças fabricadas com a tecnologia de impressão 3D SLA poderão ser utilizadas nesses respiradores já que as peças ficam com o acabamento mais lisas e os materiais utilizados podem realmente oferecer resistência a altas temperaturas

Porosidade

Como ainda não há dispositivos homologados, é preciso uma série de análises técnicas de engenheiros e médicos para validar o uso dos EPI’s produzidos pelos entusiastas da impressão 3D na saúde.

Então, outra precaução que deve ser tomada durante a impressão desses dispositivos é quanto ao acabamento superficial das peças produzidas, que, em geral, deixa poros abertos e espaços para acúmulo de bactérias, poeiras, vírus, entre outros.

Por isso, para incluir a impressão 3D no combate ao coronavírus é preciso a criação de dispositivos que não apresentem riscos ou danos a saúde desses pacientes.

Intervenções médicas

Em um movimento para descobrir o que pode ser feito e ajudar no combate ao novo coronavírus, muitos voluntários podem estar atrapalhando o importante trabalho dos profissionais da saúde.

Para resolver essa situação, você deve ter certeza de que tem capacidade para produzir esses equipamentos, de forma a não interromper o trabalho médico ou causar qualquer dano a sociedade.

Inúmeras possibilidades

A maioria dos voluntários em impressão 3D não possuem conhecimento ou apoio médico, e assim, não saberão tudo que pode dar errado. Por isso, uma forma de vencer isso é agregar conhecimento médico em discussões e ações para garantir que todos os problemas conhecidos sejam superados antes de continuar a produção.

É claro que as pessoas que estão se dedicando a usar a impressão 3D na saúde possuem as melhores intenções e o único objetivo de ajudar nesse momento tão delicado, para que a situação não piore.

Durante o processo de fabricação desses EPIs outros cuidados devem ser tomados, sendo eles:

  • Limpar as superfícies de impressoras e área de trabalho com álcool volume 70;
  • Durante a fabricação use máscaras e luvas e, ao finalizar a operação, armazene as peças em embalagem selada;
  • Quando enviar seus equipamentos, descreva o ambiente e as condições em que ele foi produzido.
  • Após o trabalho, lave as peças com água e sabão.
  • Embale cada peça individualmente.

Como vimos, a impressão 3D na saúde pode ser uma ótima solução para ajudar no combate ao coronavírus, porém todo esse processo deve ser feito com o maior cuidado para que você possa realmente ajudar esses profissionais. É impossível produzir esses dispositivos o mínimo de cuidado e atenção.

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