Engenharia reversa, pandemia e importação

Neste post entenda como a aplicação da engenharia reversa na indústria está ajudando a passar pelo momento da pandemia e dos altos preços e impostos decorrentes da importação, tornando possível  reduzir o tempo de espera da chegada de peças importadas ou até mesmo peças nacionais que estão escassas neste momento devido à falta de matéria prima no mercado. 

A seguir daremos opções para contornar esta situação, economizando tempo, dinheiro e agilizando alguns processos com alternativas inteligentes.

De trás pra frente 

Ao pensar em engenharia reversa, pessoas mais leigas podem imaginar que é apenas mapear uma máquina ou peça para descobrir como funciona ou como foi feita. Porém não é exatamente assim, não apenas de desmembramento de máquinas vive o homem.  

São muitos os engenheiros especializados dentro de empresas para esta análise de estruturas das peças, pois muito se pensa na engenharia reversa como uma chance para reduzir custos de manutenção das máquinas e até aprimorar o desempenho de produção, algo que é claramente factível.

Este processo de exploração do maquinário fomenta a imaginação de vários setores para investigar como um produto funciona. 

E, existe muita legislação envolvida, ética de mercado e pessoas especializadas no assunto. 

As principais aplicações se dão nos setores:

  • Tecnologia da informação;
  • Indústria metal mecânica;
  • Indústria têxtil;

 

Engenharia Reversa em Patentes e melhorias 

A prática da engenharia reversa já revolucionou muito o mercado da indústria, assim como muitos outros processos que revolucionaram os conceitos do mercado.

E, apesar de existir muita legislação envolvida, a prática de engenharia reversa em seu campo de atuação, está dentro da lei, já que todos os produtos possuem suas patentes e garantem a proteção contra plágio ou cópia da tecnologia, o que faz com que apenas uma pequena parte das pessoas envolvidas no processo e com visível má fé esbarrem na lei. 

Existem empresas como por exemplo a Tesla, a grande fabricante de carros elétricos e entusiasta na expansão e melhoria das tecnologias criadas pela empresa, que disponibiliza suas patentes a fim de encontrar gênios que possam contribuir para a melhoria da tecnologia. Portanto, desde que você esteja agindo para mais valia do processo, não há com o que se preocupar.  

 

Colaborações processuais através do 3D

Ao verificar as tendências envolvidas no processo, observamos que muitas destas melhorias podem ser testadas e eventualmente aplicadas no dia a dia com o auxílio das impressoras 3D, as quais são máquinas com mínimas limitações de criação e estas às quais facilmente podem ser toleradas e até mesmo ultrapassadas com um bom projeto gerindo a construção de um componente. 

Além de que, algumas situações e descobertas ao efetuar o desmonte reverso em uma máquina, demonstram pontos de possibilidades de economia de materiais, aumento da segurança no dia a dia, além de muitas chances de aumento de rendimento do maquinário, apenas recriando com outros materiais algumas peças e reduzindo desgastes ou impactos desnecessários. 

 

Um bom exemplo de material muito utilizado em impressões 3D, é do nylon industrial. Este material super versátil que já é largamente utilizado nas mais diversas aplicações, entrega a possibilidade de utilização a cargo de substituição de peças metálicas de alto carbono, por exemplo, onde não há a necessidade de utilizar materiais resistentes ao calor e de grande dureza, podendo assim, reduzir custos na manutenção já que uma de suas muitas vantagens é não enferrujar e absorver melhor o impacto.

 

Como é de se imaginar, esta troca de materiais e confecção de peças está cada vez mais acessível e comum em toda a indústria graças a novas tecnologias.

 

E, quais tecnologias são essas?

 

 

 

Tecnologias aliadas em tempos difíceis

O ano de 2020 foi um tanto, quanto conturbado em muitos aspectos, mas um dos setores que mais sentiu o impacto negativo, certamente foi a indústria em todos os seus níveis. A anos não se viam empresas paradas por falta de matéria prima ou escassez de elementos para reposição na manutenção. 

 

Entretanto, uma tecnologia aliada despontou e mais uma vez mostra que a união faz a força e estamos em um grande processo de evolução industrial. Aliando a impressão 3d com a técnica da engenharia reversa, obtivemos grandes feitos no ano que se passou e certamente iremos obter novos grandes feitos pós pandemia, pois estigmas foram quebrados. 

 

Com a forte aliança gerada pelas técnicas, pôde-se reduzir tempo, custos e em alguns casos, estes quais não são raros, aumentar a vida útil de uma peça apenas estudando sua estrutura e remodelando da melhor maneira.

 

 

Aplicando o conhecimento como uma mente visionária 

As cobranças por reduções no orçamento dos setores também não são raras. Nada melhor que chegar a reunião no final do mês com uma solução que realmente reduza os custos em manutenção no setor e amplie a agilidade nos processos. Para isso, porque não apostar em uma tecnologia do futuro?

 

Estamos na era da inovação  e já é mais que comprovado que a indústria 4.0 está despontando com soluções pequenas para problemas gigantes e uma destas soluções é a aliança entre estudos de necessidade de setores, profissionais e tecnologias. 

 

Os profissionais que se renovam no mercado e despontam como visionários são justamente aqueles que estão olhando anos à frente das estruturas que têm em mãos. São estas pessoas que conquistam o tão sonhado reconhecimento por suas lutas e noites de estudo, práticas e incontáveis falhas até chegarem no maior aprimoramento de suas técnicas para alcançar a excelência, como um pequeno diamante que foi lapidado com o tempo.

 

Todo este processo às vezes pode ser lento e doloroso, porém com os profissionais certos podemos reduzir o tempo e diminuir a dor.

 

Exemplificamos novamente a aplicação 3D na indústria. Tendo esta tecnologia em mãos, não existem motivos factíveis para aguardar três meses a chegada de um pequeno encaixe específico, sendo que hoje é possível e fácil estudar, reproduzir a peça em uma impressora 3D com por exemplo os polímeros e o já citado nylon industrial e com um terço do tempo. 

Nos dias atuais, graças às pesquisas feitas por setores ligados às engenharias de materiais, possuímos uma vasta quantidade de opções com as mais diversas finalidades, tecnologias e aplicações. Na modalidade de impressão em 3D já existem materiais que podem ser usados para auxiliar na construção de peças que necessitam suportar forças mecânicas de torção, flexão, tração e compressão, por exemplo. Por isso a modalidade de manufatura 3D está despontando no mercado industrial como a invenção do século para a indústria 4.0. 

 

 

Imposto de importação, o vilão em muitos casos

Não é segredo que a alíquota do imposto de importação em alguns casos chega a ser de até 60% do valor de um produto sem acrescer frete e seguro antifurto.

Obviamente existe sim um limite para este valor que fica em torno de US$ 3.000,00, entretanto na cotação atual do dólar para real, estamos falando em mais de quinze mil reais! Claramente com uma diferença de valores tão absurda é incongruente importar alguns objetos simplesmente pela inviabilidade. 

Sobre estes casos, é interessante conversar com os outros setores em buscas de alternativas para analisar possíveis peças oriundas de importações e imaginar como seria possível construir a mesma em manufaturamento 3D garantindo a redução de custos e tempo de produção. 

Ao dar uma chance ao futuro, você está dando uma chance a evolução, abertura de novos mercados e empresas prestadoras de serviços, contribuindo assim para o andamento da economia do seu país, pois uma pessoa visionária é aquela que sabe que o sol brilha para todos e a evolução não espera.

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